segunda-feira, 29 de agosto de 2011

DENÚNCIAS PODEM LEVAR EX-PREFEITO DE PEDRA BRANCA À PRISAO

A prefeita de Pedra Branca do Amapari, Socorro Pelaes, denunciou esta semana ao Ministério Público estadual e federal e à Câmara de Vereadores o ex-prefeito da cidade, Antonio José Siqueira, o Zezinho, por desvios de recursos públicos, cujos valores somam aproximadamente R$ 4 milhões. A mesma denúncia foi apurada pela Controladoria Geral da União (CGU) alguns meses antes do ex-prefeito ser deposto do cargo e reuniu provas suficientes contra Zezinho, conforme consta no site da instituição, www.GCU.gov.br/sorteios/index1.asp.

As denúncias apontam fraudes na execução de diversos recursos federais recebidos pelo ex-prefeito nas áreas de saúde, educação, agricultura e assistência social. Socorro Pelaes também vai protocolar as denúncias na Procuradoria Federal, em Macapá, que deve pedir à Policia Federal para investigar o caso. No entanto, o ex-prefeito poder ter a prisão decretada a qualquer momento por extravio e destruição de documentos públicos para ocultação de provas.

Além de ser denunciado por desvio de verbas federais, o ex-prefeito Zezinho também foi denunciado por forjar a exoneração e nova nomeação de todos os seus afetos que ocupavam cargo na Prefeitura de Pedra Branca do Amapari, com a finalidade de acelerar o pagamento das indenizações momentos antes de ser deposto do cargo, o que gerou, somente com essa operação, suspeita um rombo nas contas da prefeitura em mais de R$ 1 milhão.

Pesa também sobre o ex-prefeito Zezinho e todos os seus então secretários a denuncia por extravios de documentos públicos. Conforme a equipe jurídica da prefeita Socorro Pelaes, foi extraviada todas as pastas de documentos públicos relacionados a licitações, empenhos, notas fiscais e outros que provariam as irregularidades com desvios de recursos federais. No entanto, uma investigação feita pela Controladoria Geral da União (CGU) antes do ex-prefeito perder o cargo reuniu provas suficientes para incriminá-lo.

Zezinho foi retirado por cargo de prefeito por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último dia 5 de maio por captação ilícita de sufrágio (compra de votos) ocorrida nas eleições municipais de 2008. Deposto, o ex-prefeito sumiu da cidade e sequer deixou as chaves da Prefeitura para a nova prefeita, que assumiu o cargo sem saber o que ia encontrar pela frente. Após ser empossada, Socorro Pelaes encontrou uma prefeitura quase que abandonada, com computadores sem os respectivos HDs, sem arquivos, sem documentos e com o patrimônio público depredado. Ela assumiu o cargo no dia 6 de maio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário